O temporal, que atingiu Portugal continental em janeiro de 2026, deixou um rasto de destruição em várias regiões do país, com milhares de ocorrências registadas pela Proteção Civil, incluindo quedas de árvores, danos em habitações, infraestruturas destruídas e cortes de serviços essenciais.
Na sequência dos estragos provocados pela depressão Kristin, várias autarquias instalaram alojamentos temporários para acolher pessoas que ficaram desalojadas. Em alguns casos, essas soluções de emergência acabaram por se prolongar durante meses devido à complexidade dos processos de recuperação das casas.
Em Leiria, algumas famílias que perderam as condições de habitabilidade das suas casas continuam a aguardar pela conclusão das obras necessárias. Na Marinha Grande, há também moradores que permanecem sem uma resposta definitiva, enquanto enfrentam atrasos relacionados com apoios, avaliações dos danos e execução das intervenções.
A passagem da tempestade obrigou à mobilização de milhares de operacionais e provocou danos significativos em várias zonas do país. No balanço inicial, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil contabilizou quase 10 mil ocorrências associadas ao fenómeno, com especial incidência nas regiões Oeste, Coimbra e Grande Lisboa.
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Para muitas das famílias afetadas, o problema deixou de ser apenas a destruição causada pelo mau tempo e passou a ser a longa espera por uma solução permanente. Os alojamentos provisórios, pensados como resposta imediata, tornaram-se uma realidade prolongada para quem ainda não conseguiu recuperar a habitação.
As autoridades locais continuam a acompanhar os processos de reconstrução, mas os moradores reclamam maior rapidez na atribuição de apoios e na execução das obras, seis meses depois de a tempestade ter alterado a vida de centenas de famílias.
A Kristin deixou de ser apenas uma memória de um dia de destruição: para alguns dos afetados, continua presente todos os dias, nas paredes provisórias onde ainda vivem e na incerteza sobre quando poderão finalmente regressar a casa.