O Laboratório de Referência do Estado para a Ciência Lunar e Planetária foi distinguido, em maio, com o 4.º Prémio Nacional de Inovação e Excelência, na categoria coletiva, tornando-se a primeira equipa de Hong Kong e Macau a receber esta distinção.
Atribuído de três em três anos, o prémio reconhece investigadores e equipas com contributos relevantes para a inovação científica, o progresso tecnológico, a transformação de resultados de investigação e a divulgação científica. Nesta edição, apenas nove equipas de todo o país foram distinguidas na categoria coletiva.
Já no início de julho, uma equipa de Macau que participou num projeto desenvolvido em cooperação com investigadores de Guangzhou recebeu o segundo prémio do Prémio Nacional de Progresso Científico e Tecnológico.
O projeto, dedicado à construção de um sistema tecnológico para analisar os mecanismos de ação da medicina tradicional chinesa, foi liderado por Liu Zhongqiu, da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Guangzhou, e contou com a participação de Zhu Yizhun, vice-reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e diretor do Laboratório de Descoberta de Medicamentos a partir de Recursos Naturais.
Leia também: Inteligência artificial e neurociência aproximam universidades de Macau e Portugal
A investigação foi um dos três projetos distinguidos este ano na área da medicina tradicional chinesa, refletindo, segundo o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT), os resultados da cooperação científica entre Macau e outras cidades da Grande Baía.
Dois especialistas entre 40 premiados
Outros dois investigadores de Macau foram incluídos entre os 40 galardoados com o Prémio Guanghua de Ciência e Tecnologia de Engenharia, distinção atribuída de dois em dois anos pela Academia Chinesa de Engenharia.
Mak Pui In, diretor do Laboratório de Referência do Estado em Circuitos Integrados em Muito Larga Escala Analógicos e Mistos, e Xu Cheng-Zhong, professor catedrático do Laboratório de Referência do Estado de Internet das Coisas para a Cidade Inteligente, integram a lista de premiados desta edição.
O Prémio Guanghua distingue especialistas chineses que tenham alcançado resultados relevantes nas áreas da ciência, tecnologia e gestão de engenharia.
As distinções surgem numa altura em que Macau procura acelerar o desenvolvimento do setor científico e tecnológico. Em agosto do ano passado, os quatro laboratórios de referência do Estado existentes na região concluíram um processo de reestruturação e receberam novas placas identificativas.
Leia também: De Macau para a ciência global
Segundo o FDCT, as equipas locais têm registado progressos na transformação dos resultados de investigação em produtos e aplicações comerciais. O organismo destaca a cooperação entre empresas e investigadores na área da big health, incluindo projetos que percorrem todo o ciclo entre o laboratório, a produção em Macau e a entrada no mercado.
No primeiro semestre deste ano, duas empresas tecnológicas de Macau foram também cotadas na Bolsa de Valores de Hong Kong.
O FDCT afirma que continuará a apoiar a formação de quadros qualificados, a transformação dos resultados científicos e a criação de plataformas de inovação. O objetivo passa por aprofundar a ligação entre os recursos de investigação e as cadeias industriais, integrando os projetos de Macau no sistema nacional de inovação e no futuro Centro Internacional de Inovação Científica e Tecnológica da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau.