Segundo André Ventura, do gabinete terão desaparecido documentos relacionados com dois assuntos distintos: a comissão parlamentar de inquérito ao ex-diretor nacional da Polícia Judiciária Luís Neves e informação política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro. O presidente do Chega afirmou ainda que foram levados suportes digitais com informação.
“Alguém se introduziu” no gabinete, afirmou Ventura, que descreveu o espaço como tendo sido remexido e disse acreditar que os responsáveis “estavam à procura de alguma coisa”. O líder do Chega rejeitou que se tratasse de uma encenação e classificou o episódio como um ato de intimidação.
Documentos sobre a comissão de inquérito a Luís Neves
Um dos conjuntos de documentos desaparecidos estaria relacionado com a comissão parlamentar de inquérito que o Chega pretende criar para analisar os mandatos de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária. Ventura afirmou que esses documentos estavam no gabinete e que faziam parte de informação reunida pelo partido para esse processo.
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O desaparecimento destes documentos ganhou particular atenção depois de Ventura ter referido publicamente, dias antes, que tinha na sua posse documentação relacionada com o Ministério da Administração Interna. O líder do Chega estabeleceu uma ligação temporal entre os acontecimentos, mas não apresentou provas sobre a existência de qualquer relação entre ambos.
Informação política sobre o Governo também terá desaparecido
Além da documentação relacionada com Luís Neves, Ventura indicou que desapareceu outro conjunto de informação política referente ao gabinete do primeiro-ministro. Segundo o líder partidário, tratava-se de documentação com mais de um ano.
A natureza concreta desses documentos, o seu conteúdo e o eventual interesse para terceiros estão agora entre os pontos que a investigação da PJ terá de esclarecer.