De acordo com dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE), os lucros destas empresas totalizaram cerca de 3,95 biliões de yuan entre janeiro e junho.
O crescimento até junho representa uma desaceleração de 0,1 pontos percentuais face ao registado até maio, contrariando as previsões do portal especializado Trading Economics, que antecipava uma subida para 19.2%. Para esta estatística, o GNE considera apenas as empresas industriais com um volume anual de negócios superior a 20 milhões de yuan.
O estatístico do GNE, Yu Weining, destacou o setor da eletrónica, cujos lucros quase duplicaram (+96.9%) no semestre, impulsionados pela maior procura de capacidade de computação, na sequência do desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
Segundo Yu, este setor foi responsável por 8,5 pontos percentuais do crescimento total do indicador. Entre os casos mais expressivos, figura a indústria de fabrico de circuitos integrados, cujos lucros aumentaram quase 27 vezes.
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O responsável assinalou ainda a melhoria registada na indústria de matérias-primas (+71.7%), impulsionada sobretudo pelos metais, como o cobre e o alumínio, bem como o rápido desenvolvimento de novos setores de crescimento, incluindo os materiais não metálicos – como a borracha reciclada e os produtos de grafite e carbono – e os cabos de fibra ótica destinados a centros de dados.
Outro fator favorável ao setor industrial foi a redução dos custos por unidade produzida, que, segundo Yu, tem vindo a diminuir desde o início do ano, permitindo que a margem média de lucro das empresas analisadas atingisse 5.7%, o nível mais elevado desde 2024.
O analista oficial alertou, porém, para o impacto de um contexto internacional “complexo e volátil”, para a incerteza quanto à evolução dos preços das matérias-primas e para desafios como a fraca procura interna e a pressão “significativa” sobre os fluxos de caixa das empresas.
Em 2025, os lucros das empresas industriais cresceram 0.6%, registando a primeira evolução positiva após três anos consecutivos de descidas: em 2022, recuaram 2%; em 2023, 2.3%; e, em 2024, 3.3%.