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Valor das casas desceu mais de 10 por cento desde a pandemia

Desde fevereiro de 2020 que o preço das habitações em Macau não pára de descer. Em cinco anos, a desvalorização já passa dos 13 por centoccccc

Guilherme Rego

O índice de preços da habitação geral passou de 264.7, em fevereiro de 2020, para 229.4, em 2024. Essa variação negativa de 13,3 por cento representa bem aquilo que têm sido as dificuldades do setor imobiliário de voltar ao normal. Comparativamente, nos quatro anos que antecederam a pandemia (2015 a 2019), o índice de preços subiu quase 16 por cento.

No período mais recente, de dezembro de 2023 a fevereiro de 2024, o índice global de preços da habitação desceu 0,9 por cento, em comparação com o período transato (novembro de 2023 a janeiro de 2024). O índice de preços de habitações da Península de Macau e o índice da Taipa e Coloane caíram 0,9 por cento e 0,7 por cento, respetivamente. O índice de preços de habitações construídas baixou 1 por cento, em relação ao período anterior, destacando-se que o índice da Península de Macau e o índice da Taipa e Coloane diminuíram 0,9 por cento e 1,1 por cento, respetivamente.

Em termos do ano de construção dos edifícios, o índice de preços de habitações construídas pertencentes ao escalão dos 11 aos 20 anos de construção e o índice do escalão superior a 20 anos baixaram 2,7 por cento e 1,3 por cento, respetivamente, todavia, o índice do escalão dos 6 aos 10 anos cresceu 0,8 por cento. O índice de preços de habitações em construção desceu 0,3 por cento, face ao período transato.

Em termos de área útil das frações autónomas, o índice de preços de habitações do escalão igual ou superior a 100 metros quadrados de área útil e o índice do escalão inferior a 50 metros quadrados desceram 2,8 por cento e 1,7 por cento, respetivamente, em relação ao período anterior, contudo, o índice do escalão dos 75 aos 99,9 metros quadrados ascendeu 0,7 por cento.

Confiança do consumidor desce

Entre janeiro e março deste ano, os consumidores locais atribuíram 94,07 pontos, numa escala de zero a 200, ao nível da confiança – um resultado que demonstra uma diminuição de 7 por cento em relação ao trimestre anterior. A confiança da “aquisição de habitação” foi a que mais decresceu (-15%), “devido a uma combinação de fatores”, refere um estudo recente conduzido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST).

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