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Associação Comercial de Macau quer mais trabalhadores para aproveitar retoma turística

Lusa

O presidente da Associação Comercial de Macau disse à Lusa esperar que o Governo facilite “sem demora” o processo de contratação de trabalhadores não-residentes, numa ocasião de retoma do setor do turismo.

“Espera-se que a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais [DSAL] flexibilize as quotas dos trabalhadores não-residentes sem demora, para que os empresários possam aproveitar as oportunidades decorrentes da recuperação do setor do turismo”, disse à Lusa o presidente da Associação Comercial de Macau, Frederico Ma Chi Ngai.

A rígida política ‘zero covid’ adotada durante a pandemia por Macau, tal como na China, teve um impacto severo na economia do território. Dados oficiais indicam uma perda de 41.626 mil trabalhadores não-residentes entre dezembro de 2019 e dezembro de 2022.

Numa resposta enviada por email à Lusa, Ma Chi Ngai lamentou a “longa escassez de mão-de-obra”, citando dados da DSAL que dão conta que “o número de trabalhadores não-residentes contratados em fevereiro foi apenas mais 699” do que no final de janeiro (mais 2.335 em relação ao mês anterior).

Antes, o vice-presidente da Associação de Hotéis de Macau, Rutger Verschuren, tinha dito à Lusa que as unidades hoteleiras do território ainda não estão a funcionar a 100%, com falta de funcionários “em departamentos operacionais, como na limpeza ou comidas e bebidas”.

“Além de terem funcionários a fazerem horas extraordinárias”, constatou.

No que diz respeito ao período de feriados da Páscoa, a Associação Comercial de Macau, organismo composto por empresários locais e próximo do Governo, saudou “a impressionante entrada de visitantes” no território, que se deveu “ao planeamento proativo e eficaz das campanhas publicitárias do Governo”.

Dados divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública indicam que, entre 05 e 10 de abril, entraram em Macau 481.765 visitantes, um número superior ao da semana do ano novo lunar (451 mil pessoas), principal festividade chinesa, este ano entre 22 e 28 de janeiro.

Mas apesar dos resultados “muito bons”, Ma notou que os visitantes são provenientes “principalmente de Hong Kong e do interior da China”.

“Precisamos observar a proporção de visitantes estrangeiros no futuro”, considerou.

Na sequência da abertura de Macau, após a pandemia de covid-19, o Governo propôs-se diversificar a economia e turismo locais, profundamente dependentes do jogo, tendo inclusive exigido às operadoras que exploram os casinos para apostarem em elementos não-jogo e em outros mercados de visitantes além da China continental.

O presidente da Associação Comercial sugeriu ainda que o aeroporto do território, “além de aumentar o número de rotas”, pode também “estudar como fazer uso da capacidade complementar dos aeroportos de Hong Kong e das regiões vizinhas para aumentar a capacidade de Macau”.

Isto para que a província chinesa vizinha de Guangdong, Hong Kong e Macau possam “cozinhar um bolo maior e promover uma parceria mutuamente benéfica”, disse.

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