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Teletrabalho leva 34,4% dos profissionais europeus a automedicar-se

Está a emergir uma tendência para a automedicação entre os europeus em teletrabalho. Esta é uma das conclusões “Survey Attack: Relatório de Bem-Estar Teletrabalho 2022”, realizado em conjunto pelas NFON e Statista Q, que ausculta a situação dos profissionais neste regime de trabalho em oito países, incluindo Portugal, no qual 34,4% dos inquiridos afirmaram ter tomado suplementos sem receita médica para melhorar o seu bem-estar desde o início da pandemia, 18,2% para aumentar a concentração e 13,4% para recuperação.

Neste conjunto, incluem-se melatonina, produtos legais de canábis, extratos de plantas, vitaminas e chás calmantes. A situação difere de país para país: enquanto 49,7% dos italianos inquiridos dizem recorrer a esta prática, na Áustria o valor corresponde a menos de metade, fixando-se nos 22,1%.

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“Quando as pessoas têm de continuar a funcionar nas suas vidas quotidianas numa situação ameaçadora a nível pessoal e global [como a pandemia], são usadas diferentes estratégias para lidar e ser capaz de desempenhar as tarefas diárias – mesmo em teletrabalho – apesar da tensão”, refere Christian Montag, professor de psicologia molecular que colaborou no estudo, citado em comunicado. O responsável acrescenta que “o escritório em casa está a transformar-se na nova realidade, e esta situação necessita de uma atenção e de um cuidado constantes, para que o novo modelo de trabalho na Europa não acabe a ser a razão principal de uma ida à terapia”.

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