É dos maiores aumentos de um mês para outro de que há registo e o valor é dos mais altos de sempre: em abril, a inflação em Portugal subiu aos 7,2%, aproximando-se num salto da média europeia (7,5%). E se esta inclui já algum fator de recuperação económica pós-pandemia em países como a Alemanha, para nós a escalada de preços nada demonstra de melhorias, antes traduz diretamente o efeito de várias crises numa economia que se mantém débil e pouco resistente a eventos externos – como a guerra, os embaraços logísticos e as carências de matérias-primas.
“O salto na inflação significa que a resistência das empresas em repercutir plenamente o aumento de custos nos preços tem um limite e esse limite está a ser atingido”, vinca António Saraiva, presidente da CIP. “Se a inflação se tinha mantido, até agora, aquém dos níveis médios da área do euro era porque estava está a ser travada à custa das margens das empresas – e essa resistência não podia durar muito mais.” O que se pode fazer para segurar o disparar de preços que está a deixar de rastos os orçamentos familiares e as contas das empresas é a grande questão – e essa depende de uma decisão política.
Leia mais em Dinheiro Vivo