Yi utilizou o seu cargo para obter benefícios pessoais, favorecendo terceiros em áreas como promoções, aprovações de ofertas públicas iniciais e concessão de financiamentos, em troca de subornos, segundo um comunicado da Comissão Central de Inspeção e Disciplina (CCDI) e da Comissão Nacional de Supervisão.
As autoridades afirmaram ainda que Yi aceitou presentes e dinheiro de forma indevida, participou em banquetes e viagens que comprometiam a imparcialidade das suas funções e manteve “trocas de poder por sexo e dinheiro”, uma das acusações mais graves nesse tipo de processo.
A CCDI destacou que Yi “perdeu os seus ideais e convicções”, “traindo a sua missão original”, e seguiu com essas práticas, apesar da campanha anticorrupção que o Governo chinês promove desde 2012.
Como resultado da investigação, Yi foi expulso do PCC, destituído de todos os cargos públicos e as suas receitas ilícitas serão confiscadas, com o caso a ser encaminhado para a Procuradoria para um possível processo penal.
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Yi, de 61 anos, presidiu a CSRC de 2019 a 2024 e tinha uma carreira longa no setor financeiro, tendo sido presidente do ICBC, o maior banco do mundo por ativos.
Desde setembro de 2025, Yi estava a ser investigado após o anúncio de uma revisão disciplinar, embora os detalhes dos supostos crimes não tivessem sido divulgados até então.
A campanha anticorrupção lançada por Xi Jinping desde 2012 já resultou na condenação de vários altos funcionários por envolvimento em subornos, sendo considerada uma das maiores ameaças ao PCC, segundo o próprio Presidente chinês.