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Corrupção: China investiga ex-chefe do PCC em Xinjiang

O órgão disciplinar do Partido Comunista Chinês (PCC) anunciou, no dia 4, que colocou sob investigação o antigo chefe do partido na região de Xinjiang, por suspeitas de violações graves da disciplina e da lei

Lusa - China

Ma Xingrui, membro do Comité Central e do Politburo do PCC, exerceu funções como secretário do partido em Xinjiang, no noroeste da China, entre 2021 e 2025.

Anteriormente, foi também diretor da Comissão Nacional de Assuntos Étnicos chineses e vice-chefe do partido na província de Guangdong (sudeste).

Segundo os órgãos oficiais, Ma está a ser investigado pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar, no âmbito da campanha anticorrupção promovida pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

É o terceiro membro do Politburo a ser alvo de investigação desde o início do atual mandato, em 2022. Não foram especificadas as alegadas infrações, sendo a expressão utilizada habitualmente em casos de corrupção.

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Ma foi substituído por Chen Xiaojiang em julho do ano passado como chefe do partido em Xinjiang, uma região que se tornou internacionalmente conhecida por uma campanha prolongada de detenções extrajudiciais.

A China terá detido um milhão ou mais de pessoas pertencentes a minorias, incluindo membros da minoria étnica chinesa uigur, de origem muçulmana, alegando tratar-se de uma resposta a ataques perpetrados por extremistas.

Um relatório de 2022 do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos apontou para alegações “credíveis” de detenções arbitrárias e tortura generalizada na região.

Em 2021, quando Ma assumiu funções, a China afirmou ter encerrado a maioria dos centros de detenção. No entanto, alguns locais terão sido convertidos em instalações semelhantes a prisões e milhares de uigures foram condenados a longas penas com base no que especialistas consideram acusações fabricadas, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

Em março, a China aprovou uma lei que, segundo especialistas, consolida a sua abordagem de assimilação em relação às minorias étnicas, dando continuidade a anos de alterações políticas a nível provincial em Xinjiang e noutras regiões.

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