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Encontro da UCCLA destaca solidariedade após desastres climáticos

A assembleia-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que se realiza em Macau, vai centrar-se na resposta às consequências das chuvas intensas que afetaram vários países lusófonos

Lusa - Macau

A solidariedade com as populações afetadas pelas chuvas em Moçambique, Cabo Verde e Portugal vai marcar a XLIII assembleia-geral da UCCLA, que reúne as cidades e empresas membras da organização no dia 13 em Macau.

Além da discussão e aprovação de três moções relativas às chuvas intensas em Moçambique no final de dezembro de 2025 e durante janeiro deste ano, em Cabo Verde em agosto de 2025, e no início de 2026 em Portugal, eventos todos eles marcados pela ocorrência de vítimas mortais e prejuízos avultados, a agenda de trabalhos da assembleia tem ainda inscrito um voto de pesar e de reconhecimento ao escritor António Lobo Antunes, que morreu no dia 5 de março.

A reunião magna da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que este ano decorre em Macau, no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), irá ainda apreciar as candidaturas à organização da cidade de Viseu, assim como da província angolana de Ícolo e Bengo, a sul de Luanda, que abarca sete municípios, e ainda uma associação luso-brasileira.

À margem da assembleia-geral, no dia seguinte, está prevista a realização de um fórum empresarial subordinado ao tema “Infraestruturas e Cidades Inteligentes”, que visa reforçar “a dinâmica económico-comercial da instituição”, de acordo com um comunicado da UCCLA.

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O evento permitirá à cidade anfitriã desenvolver como subtema o “ambiente de investimento em Macau, as vantagens da plataforma sino-lusófona, e o desenvolvimento conjunto de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e as oportunidades de negócios trazidas pela Grande Baía aos Países de Língua Portuguesa, do ponto de vista dos investidores externos e de eventuais empresas lusófonas parceiras”, ainda segundo o comunicado.

Concluído o fórum, o Governo de Macau oferece aos participantes uma visita guiada a Hengqin, uma zona económica especial sob um regime especial de cooperação entre a cidade de Zhuhai e Macau, onde pretende dar a conhecer a possibilidades de intercâmbio com os serviços e empresas do interior da China.

A UCCLA é uma organização intermunicipal, sem fins lucrativos, que se dedica ao fomento do intercâmbio e da cooperação entre os seus membros em vários domínios.

Constituída em 28 de junho de 1985, a UCCLA tem entre as cidades fundadoras Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande. Atualmente, congrega 106 membros, entre os quais 24 efetivos, 44 associados, 28 apoiantes e 10 observadores.

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