O Governo de Macau pretende reforçar a integração de idosos e pessoas com deficiência na sociedade através de novas respostas sociais, maior acessibilidade e recurso a tecnologias de apoio. As medidas fazem parte dos planos de ação para 2026-2035.
O Executivo de Macau está a reforçar as políticas destinadas à população idosa e às pessoas com deficiência, num contexto marcado pelo envelhecimento demográfico e pela necessidade de aumentar as respostas sociais.
Entre as prioridades está a criação de uma sociedade mais inclusiva, com maior acesso a serviços de saúde, apoio social, atividades culturais e equipamentos comunitários. O Governo pretende ainda desenvolver uma rede de serviços que permita aos idosos aceder a respostas essenciais num raio de cerca de 15 minutos.
Tecnologia para combater isolamento
A tecnologia é outra das áreas em que as autoridades estão a apostar. O Instituto de Acção Social (IAS) tem promovido soluções tecnológicas destinadas a melhorar a autonomia e a segurança de idosos e pessoas com deficiência.
Entre as medidas está um serviço de aluguer de equipamentos inteligentes de apoio à mobilidade, que permite aos utilizadores experimentar os dispositivos antes de decidirem pela aquisição. O IAS pretende também envolver escolas e jovens na criação de soluções adaptadas às necessidades destes grupos.
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O Governo prevê igualmente reforçar as condições de acessibilidade e eliminar barreiras físicas nos espaços públicos e privados. O novo Plano Decenal de Acção dos Serviços de Reabilitação, para 2026-2035, coloca a acessibilidade, a tecnologia inteligente e a inclusão social entre as prioridades.
Mais apoio para idosos e cuidadores
A resposta ao envelhecimento passa também pelo reforço dos cuidados ao domicílio, dos centros de dia e das estruturas residenciais. O Governo criou este ano um grupo interdepartamental para acompanhar a execução do Plano Decenal de Acção dos Serviços de Apoio a Idosos.
O subsídio para cuidadores foi aumentado para 2.400 patacas mensais e os critérios de acesso foram alargados, incluindo novas situações de deficiência grave ou profunda.
Segundo o jornal Hoje Macau, estão também previstas novas estruturas para idosos e pessoas com deficiência, incluindo três lares na Zona A dos Novos Aterros, com cerca de 1.100 camas.
A estratégia do Executivo procura, assim, não apenas aumentar a capacidade de resposta dos serviços sociais, mas também criar condições para que idosos e pessoas com deficiência possam participar de forma mais autónoma na vida comunitária.