“Ambas as partes devem preservar a estabilidade conquistada com esforço, preparar bem os grandes prazos das interações de alto nível, alargar os domínios de cooperação e manter sob controlo os pontos de divergência”, disse Wang Yi a Marco Rubio, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O chefe da diplomacia chinesa pediu ainda que se trabalhasse no sentido de relações “estratégicas, construtivas e estáveis, baseadas no respeito mútuo, na coexistência pacífica e na cooperação vantajosa” para os dois países.
A conversa entre Wang e Rubio acontece duas semanas antes da visita prevista à China do Presidente norte-americano, Donald Trump, que deverá encontrar-se nessa ocasião com o homólogo chinês, Xi Jinping.
Esta viagem de Trump é apresentada como uma oportunidade importante para dissipar de forma duradoura as tensões bilaterais de 2025, depois do regresso do republicano à Casa Branca.
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O ano passado foi marcado por uma batalha económica, com imposição de taxas aduaneiras e diversas restrições comerciais, até uma trégua anunciada em outubro por ocasião de um encontro entre Xi e Trump na Coreia do Sul.
O outro grande ponto de discórdia entre Pequim e Washington é a questão de Taiwan. Os Estados Unidos são o principal fornecedor de armas de Taipé e oferecem-lhe um apoio diplomático que desagrada a Pequim.
“A questão de Taiwan afeta os interesses fundamentais da China e constitui o maior fator de risco nas relações sino-americanas”, sublinhou Wang Yi durante a conversa com Marco Rubio.