Com curadoria conjunta de Feng Yan e Ng Sio Ieng, a exposição organizada pelo Instituto Cultural de Macau (IC) e implementada pelo Museu de Arte de Macau reúne os artistas locais Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng, sendo inaugurada em Veneza a 8 de maio.
Segundo o IC, o projeto integra instalação, pintura e vídeo, e inspira-se na figura do pintor e poeta Wu Li, que viveu entre o final da dinastia Ming e o início da dinastia Qing, para reinterpretar a sua “viagem criativa transcultural e espiritual”.
Wu Li residiu em Macau em 1681, durante o reinado do imperador Kangxi, onde estudou teologia e registou na coletânea Sanba Ji a convergência das culturas chinesa e ocidental.
Tendo estudado latim e teologia no Colégio de São Paulo, a primeira escola de estilo Ocidental na China, Wu converteu-se ao catolicismo e foi missionário jesuíta na província chinesa de Jiangsu, referindo-se a si mesmo como “Jacone”.
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A exposição recria, através da arte contemporânea, a viagem à Europa que o “poeta nunca realizou”, celebrando as “raízes culturais de Macau e a sua herança multicultural”.
A mostra estará patente de 9 de maio a 22 de novembro de 2026 no Arsenale, Campo della Tana, em Veneza, com entrada gratuita.
Macau participou pela primeira vez na Bienal de Veneza em 2007, sendo esta a décima participação da região no maior e mais antigo palco internacional de arte.