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João Lourenço aborda questões sociais com povo

O também jornalista de investigação apresentou a ideia durante a audiência que o Chefe de Estado João Lourenço concedeu, em separado, na Cidade Alta, a sete entidades da sociedade civil, sendo a maioria líderes religiosos.

“Nós temos, no país, indivíduos com 300 quilómetros quadrados de terras férteis em estado ocioso e é necessário que se reveja por que motivo há muito pouca gente com tanta terra sem nada e milhões de habitantes que podem dar melhor utilização a essas terras”, realçou.

Rafael Marques, o primeiro das sete entidades a ser recebida pelo Presidente da República, disse não ser possível falar-se em combate à fome sem haver um processo de reformas para aumentar a produção agrícola.

“Porque não se vai combater a fome aumentando as importações. É necessário que as pessoas produzam mais, para que haja segurança alimentar”, defendeu.

O activista político referiu que o país vive uma “explosão demográfica muito grande”, com a população a crescer um milhão de habitantes por ano, quando os ganhos, em relação ao Orçamento Geral do Estado, não acompanham esse crescimento demográfico.

Como proposta, para fazer face a este quadro, salientou ser necessário haver mais pessoas no campo a produzir, mas, para isso, prosseguiu, é necessário que se tenha alguma segurança jurídica, de modo que as pessoas não tenham dificuldades em aceder às terras e a pequenos créditos.

Rafael Marques ressaltou ter aproveitado, ainda, a ocasião para falar com o Chefe de Estado sobre uma reforma mais abrangente da Constituição, tendo, sobre este assunto, deixado de avançar em que capítulo da Carta Magna gostaria que a reforma incidisse.

“Perguntei ao Presidente da República para quando uma reforma mais abrangente da Constituição”, sa-lientou o activista, que disse ter conversado, ainda, com o Presidente, sobre a burocracia estatal.

“Discutimos a questão da fome, burocracia estatal e também sobre a Constituição. Foram esses três temas que, basicamente, dominaram a nossa conversa”, concluiu.

Uma reforma agrária é uma reorganização das terras no campo e acontece quando grandes porções de terra, até então concentradas na mão de um ou de poucos proprietários, são divididas em pequenas porções e distribuídas a outros donos, até então impossibilitados do acesso à terra.

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