Brasil quer reduzir o risco de “vacas loucas” após embargo

Brasil quer reduzir o risco de “vacas loucas” após embargo

Brasil vacas loucas

Após um embargo da China à importação de carne do Brasil, que durou quase 100 dias, o país sul-americano está agora empenhado em reduzir o risco da doença das “vacas loucas”, segundo Tereza Cristina, Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. 

“Estamos agora a discutir com os matadouros algumas medidas no sentido de reduzir o risco desta doença”, referiu a ministra à imprensa brasileira. “A nossa preocupação não é apenas com o mercado externo, mas também com o mercado interno e com o consumidor brasileiro, que tem de ter qualidade e tranquilidade nos alimentos que são inspecionados pelo Ministério da Agricultura”, acrescentou a mesma responsável. 

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A ministra destacou ainda alguns factores que atenuaram o impacto da proibição chinesa, apesar de a China ser um dos maiores compradores de carne bovina brasileira. “No início, o produtor rural registou uma queda no preço [da carne], mas houve uma reação. A Rússia abriu mais às exportações a partir do Brasil e conseguimos que os contentores de carne que tinham sido barrados e produzidos até 4 de setembro fossem também desalfandegados para a China”. 

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“Para a agricultura brasileira é um problema, mas a melhor parte de tudo isto é que os serviços de saúde brasileiros e a nossa defesa agrícola confirma a sua qualidade e a segurança na inspeção dos nossos produtos agrícolas”, salientou Tereza Cristina. 

“A doença das ‘vacas loucas’ afeta os animais mais velhos. Exportamos principalmente animais com um máximo de 30 meses para a China. Nunca tivemos casos no Brasil de BSE clássica [vaca louca], que é o que a Inglaterra, vários países da Europa, os Estados Unidos e o Canadá tiveram”, acrescentou a ministra. 

Segundo as autoridades brasileiras, a OIE, uma organização internacional que monitoriza a saúde animal, analisou a informação fornecida dos dois casos de BSE atípica e reafirmou que o país possui um “risco insignificante” da doença. 

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De acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos, o embargo chinês levou a que as exportações brasileiras de carne bovina registassem uma queda de 43 por cento em outubro, em comparação com setembro, tendo este número aumentado para 47 por cento em novembro. 

O rendimento em dólares também diminuiu consideravelmente nos últimos meses, registando uma queda de 41 por cento no mês passado.  

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