Parlamento Europeu pede medidas "eficazes e decisivas" em Cabo Delgado - Plataforma Media

Parlamento Europeu pede medidas “eficazes e decisivas” em Cabo Delgado

O presidente da delegação do Parlamento Europeu à Assembleia Parlamentar Paritária África-Caraíbas-Pacífico/União Europeia (ACP/UE), Carlos Zorrinho, expressou hoje preocupação com a violência na província moçambicana de Cabo Delgado e apelou ao executivo para tomar medidas “eficazes e decisivas”.

Numa nota atribuída ao eurodeputado português, Carlos Zorrinho considerou que “a principal prioridade do Governo deve ser trazer todos os suspeitos com responsabilidade criminal à justiça em julgamentos justos”.

“Enquanto membro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Moçambique deve explorar possíveis opções para a cooperação transnacional”, disse Zorrinho, acrescentando que o organismo da SADC para a cooperação na Política, Defesa e Segurança “poderá ser um importante elemento para a gestão e condenação deste conflito a curto prazo”.

O eurodeputado socialista referiu também que a longo prazo será necessária uma “aproximação integrada e coordenada”, incluindo “a promoção da democracia, direitos humanos, uma governação local eficaz e uma restauração eficaz do Estado de direito”.

Na nota, Carlos Zorrinho defendeu que as condições socioeconómicas que levaram à instabilidade e ao crescimento do extremismo violento “precisam de ser abordadas também”.

O presidente da delegação do Parlamento Europeu à Assembleia Parlamentar Paritária ACP/UE apontou ainda que a União Europeia “está pronta a apoiar Moçambique nas reformas económicas e políticas necessárias”.

A província de Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

Em dois anos e meio de conflito nesta província de Moçambique, estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 600 pessoas e que mais de 200 mil já tenham sido afetadas, sendo obrigadas a procurar refúgio em lugares seguros.

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