Pelo menos 95 pessoas morreram e centenas estão desaparecidas na sequência de cheias repentinas que atingiram esta quarta-feira o norte do Nepal, junto à fronteira com o Tibete. A catástrofe afetou sobretudo o distrito de Rasuwa, onde a subida súbita das águas arrastou casas, veículos, pontes e outras estruturas.
A dimensão da tragédia ainda está a ser avaliada e o número de vítimas poderá aumentar. Segundo as autoridades nepalesas, 342 cidadãos estrangeiros estão entre as pessoas dadas como desaparecidas, incluindo 142 indianos, 12 britânicos, 17 malaios, três norte-americanos, quatro sul-africanos, um australiano, um neerlandês e uma portuguesa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português indicou, entretanto, que não tinha, até ao momento, informação sobre portugueses afetados pela catástrofe.
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As cheias atingiram o rio Bhote Koshi e avançaram por vários distritos nepaleses. As localidades de Timure e Syapru Besi, no distrito montanhoso de Rasuwa, estão entre as zonas mais afetadas.
Imagens divulgadas pelas autoridades e por meios de comunicação mostram uma enorme massa de água, lama e detritos a atravessar vales e a destruir edifícios. Vários acessos rodoviários e pontes foram igualmente destruídos, dificultando a chegada das equipas de emergência.
Também foram atingidas infraestruturas de produção de energia. Segundo a Reuters, cerca de 430 megawatts de capacidade hidroelétrica foram afetados pela catástrofe.