Em Portugal, o ano destacou-se por contrastes climáticos: registaram-se seis ondas de calor ao longo de 2025, incluindo episódios no verão, primavera e outono, ao mesmo tempo que o país apresentou um nível de precipitação acima da média europeia, contrariando a tendência de seca observada em várias regiões do continente.
O relatório indica que, apesar de um verão seco, Portugal teve um ano globalmente mais húmido do que a média recente europeia. Em março de 2025, os solos apresentavam níveis de humidade cerca de 31% acima da média e a precipitação nesse mês atingiu valores muito superiores ao habitual, com impacto direto em cheias e aumento dos caudais dos rios.
Várias tempestades tiveram efeitos significativos no território nacional, incluindo episódios de inundações em março e novembro. Estes fenómenos contribuíram para uma elevada variabilidade climática ao longo do ano, com alternância entre períodos de seca e chuva intensa.
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O mesmo relatório classifica 2025 como o quinto ano mais quente em Portugal continental desde 1931 e o terceiro mais chuvoso desde o ano 2000. No total, o país registou seis ondas de calor, tendo mais de metade do território continental estado em seca meteorológica entre julho e outubro.
A nível europeu, 2025 deverá figurar entre os anos mais quentes já registados, dando continuidade a uma sequência de recordes térmicos recentes, com impactos visíveis na frequência de incêndios, no comportamento dos rios e na ocorrência de fenómenos extremos.