De acordo com a ONG, já terão ocorrido execuções recentes, incluindo três pessoas no passado dia 21 de abril, e os restantes condenados estariam em risco iminente. A HRW afirma que muitos dos acusados foram julgados em processos que não respeitaram garantias fundamentais, incluindo ausência de representação legal, falta de intérpretes e notificação insuficiente das acusações.
A organização sublinha que a maioria dos afetados são migrantes etíopes, grupo particularmente vulnerável no sistema judicial saudita, e acusa as autoridades de prosseguirem com execuções em casos ligados a crimes não violentos após julgamentos considerados injustos.
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Em reação, a investigadora sénior da HRW para os direitos de refugiados e migrantes, Nadia Hardman, afirmou que estas práticas “revelam um profundo desrespeito pelos direitos humanos e pela vida dos condenados”, apelando à comunidade internacional para intervir com urgência junto das autoridades sauditas.
A denúncia volta a colocar sob escrutínio a política de aplicação da pena de morte na Arábia Saudita, país que tem sido repetidamente criticado por organizações internacionais devido ao recurso frequente a execuções em casos de drogas e por alegadas falhas estruturais no sistema judicial.