A PJ adianta que a investigação é conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão e titulada pelo DCIAP. No total, foram constituídos seis arguidos — duas pessoas singulares e quatro pessoas coletivas — e cumpridos vários mandados de busca domiciliária e não domiciliária devido à droga.
Durante as diligências, as autoridades apreenderam ainda duas embarcações, um iate e um veleiro, duas viaturas de alta gama e diversas obras pictóricas. Segundo a PJ, o detido era responsável por toda a logística da organização criminosa, que operava a partir de território nacional.
Leia mais: Casa da Moeda dos EUA compra ouro de cartel de drogas e vende como americano
A rede agora visada já tinha sido parcialmente desmantelada em fevereiro, na primeira fase da operação “Teia Branca”. Nessa altura, foram detidos cinco cidadãos estrangeiros e apreendidos 1.500 quilos de cocaína, além de dezenas de viaturas de luxo, embarcações de alta velocidade, armas de guerra, munições, documentação falsa e joalharia de luxo avaliada em mais de dois milhões de euros.
De acordo com a investigação, o grupo dedicava-se à introdução de grandes quantidades de cocaína e haxixe na Península Ibérica por via marítima, com posterior distribuição terrestre para outros países europeus. A operação contou com a colaboração da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, da Diretoria do Sul e dos Departamentos de Investigação Criminal de Leiria e Aveiro.