João Palhinha foi apresentado esta quarta-feira como reforço do Benfica e explicou, em declarações à BTV, as razões que estiveram na origem da decisão de regressar a Portugal. O internacional português destacou a importância da família, sobretudo dos filhos, mas também a influência de Marco Silva, Rui Costa e da estrutura encarnada.
“Se me pergunta se era aquilo que eu talvez pensasse há uns meses, diria que não, muito sinceramente”, reconheceu Palhinha. O médio explicou que as circunstâncias pessoais e a vontade demonstrada pelo Benfica acabaram por alterar os seus planos.
“Questões familiares, nomeadamente os meus filhos, e toda a força que a estrutura fez, quer o Marco, quer o Presidente, fizeram-me repensar os meus objetivos de carreira”, afirmou.
“Só eu e a minha família é que temos noção”
Palhinha revelou que a decisão implicou abdicar de outras possibilidades, embora não tenha especificado quais. “Só eu e a minha família é que temos noção daquilo de que eu tive de abdicar para estar aqui”, afirmou o jogador, acrescentando que houve “momentos difíceis de tomar uma decisão nesta fase, porque envolvia muita coisa”.
O regresso a Portugal acabou por prevalecer devido à conjugação dos fatores familiares e profissionais. “O fator familiar e o fator da força da estrutura foram os mais importantes para eu voltar ao meu país, a casa”, explicou.
O médio de 31 anos assumiu ainda que pretende aproveitar a passagem pelo Benfica para construir uma nova etapa na carreira.
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“Nada me pode deixar mais feliz do que estar num clube que almeja grandes conquistas e poder, de certa forma, celebrá-las junto da minha família”, disse.
Marco Silva foi decisivo
O reencontro com Marco Silva foi outro dos fatores destacados pelo jogador. Os dois trabalharam juntos no Fulham, onde o treinador teve influência na afirmação de Palhinha no futebol inglês.
“O Marco é um treinador que me conhece muito bem, sabe aquilo que eu posso acrescentar. Potenciou-me quando estava no Fulham”, afirmou.
Palhinha revelou que a insistência do técnico teve impacto direto na decisão: “Toda a força que ele fez para que eu me juntasse ao clube, quer ele, quer o Presidente, toda a estrutura, toda a vontade de me terem aqui foi decisiva também para isto acontecer.”
O internacional português deixou ainda uma garantia aos responsáveis e adeptos: “O mínimo que posso fazer é retribuir todo o esforço que a estrutura fez. (…) Vou dar o meu melhor e disso podem ter a certeza.”