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Afogamentos matam 92 pessoas em Portugal até final de julho

Portugal registou o número mais elevado de mortes por afogamento dos últimos dez anos para este período. Rios e mar concentram mais de dois terços das vítimas.

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Portugal registou 92 mortes por afogamento entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2026, o valor mais elevado dos últimos dez anos para os primeiros sete meses do ano. O número representa um aumento de 15% face às 80 mortes registadas no mesmo período de 2025, segundo dados provisórios do Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS).

O balanço mostra que os rios foram o local com mais vítimas mortais, com 35 casos. Segue-se o mar, com 27 mortes. No conjunto, estes dois ambientes aquáticos foram responsáveis por 62 das 92 mortes registadas, correspondendo a 67,4% do total.

O número de vítimas ultrapassa também o anterior máximo da série analisada pela FEPONS. Em 2022 tinham sido registadas 88 mortes nos primeiros sete meses do ano.

Rios lideram número de mortes

Além das 35 mortes em rios e das 27 ocorridas no mar, foram registadas seis mortes em barragens e outras seis em piscinas domésticas.

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O balanço inclui ainda cinco vítimas mortais em poços, quatro em estradas inundadas e quatro em portos de abrigo. Houve também uma morte em cada um dos seguintes locais: lagoa, piscina de aldeamento turístico, piscina de uso público, tanque e vala.

A distribuição das ocorrências mostra que o risco de afogamento não está limitado às praias e às zonas balneares. Rios, barragens, piscinas particulares e outros espaços com água também representam riscos, sobretudo quando não existem condições de vigilância ou segurança adequadas.

2026 já supera os anos anteriores

Os dados provisórios do Observatório mostram uma evolução irregular ao longo da última década. Entre janeiro e julho, foram registadas 71 mortes em 2017, 66 em 2018, 57 em 2019, 85 em 2020, 62 em 2021, 88 em 2022, 71 em 2023, 75 em 2024 e 80 em 2025.

Com 92 mortes contabilizadas até ao final de julho, 2026 apresenta o pior resultado da série para o mesmo período. A FEPONS alerta que os números são provisórios e podem sofrer alterações à medida que sejam recolhidas e validadas novas informações sobre as ocorrências.

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