O Executivo angolano inicia esta quarta-feira, 26 de agosto, um trabalho de campo para realizar um diagnóstico nacional aos prédios obsoletos e às obras inacabadas existentes no país. A operação pretende reunir informação sobre o estado destes imóveis e apoiar a definição de medidas de intervenção.
A operação prevê a recolha de informação diretamente nos locais onde existem edifícios degradados ou empreendimentos cuja construção permanece por concluir. O levantamento deverá permitir ao Governo conhecer a dimensão e a localização destas situações e avaliar as condições em que se encontram os imóveis.
O diagnóstico surge num contexto em que os dados oficiais já evidenciam um número elevado de obras paralisadas em Angola. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), foram visitadas 4.579 obras no quarto trimestre de 2025. Destas, 3.670 estavam paralisadas e apenas 909 se encontravam em construção.
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Mais de 3.600 obras estavam paralisadas
Os dados do INE correspondem ao Inquérito de Acompanhamento dos Edifícios em Construção e mostram uma redução de 1.179 obras em construção face ao trimestre anterior. As obras em construção representavam 25,7% do total das obras visitadas naquele período.
Entre as províncias com maior peso no conjunto das obras em construção estavam o Namibe, com 17,60%, o Bié, com 16,61%, o Huambo, com 14,41%, o Cuanza Sul, com 12,10%, e Luanda, com 11%.
Estes números não correspondem necessariamente ao universo que será abrangido pelo novo diagnóstico, uma vez que o levantamento anunciado pelo Executivo inclui especificamente prédios considerados obsoletos e obras inacabadas.