Angola está integrada nas rotas utilizadas por organizações criminosas para movimentar droga através do Atlântico, num contexto em que as redes de narcotráfico recorrem cada vez mais ao transporte marítimo e a circuitos internacionais complexos. A localização do país, a extensa costa atlântica e as ligações com outros mercados africanos tornam o território relevante para as operações de tráfico e para o combate das autoridades.
O rio Kwanza atravessa o Cuanza-Norte antes de desaguar no Atlântico. É neste território, marcado por antigas rotas comerciais e pela proximidade da costa, que o Jornal de Angola analisa os caminhos contemporâneos utilizados pelo tráfico de droga.
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A dinâmica atual insere-se numa transformação mais ampla do narcotráfico internacional. As organizações criminosas procuram diversificar os percursos e reduzir a exposição nos principais portos e fronteiras, recorrendo a operações marítimas em várias etapas.
A África Ocidental tornou-se uma importante zona de trânsito entre a América do Sul, principal área de produção de cocaína, e a Europa, um dos grandes mercados consumidores. A posição geográfica da região facilita a utilização do Atlântico como corredor para o transporte de grandes carregamentos.