A gigante da moda a preços reduzidos pretende colocar no mercado 280 milhões de ações, a um preço entre 47,60 e 49,50 dólares de Hong Kong (entre 5,2 e 5,4 euros), segundo um comunicado publicado pela Bolsa de Valores de Hong Kong.
A operação poderá permitir à empresa angariar até 13,9 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 1,5 mil milhões de euros), para uma capitalização bolsista de 210,3 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 23 mil milhões de euros). O preço final será anunciado em 31 de agosto, estando o início da negociação das ações previsto para 1 de setembro.
Fundada na China em 2012 e atualmente com sede em Singapura, a Shein é uma das principais empresas da chamada ‘ultra fast fashion’, modelo baseado na renovação rápida das coleções a preços muito baixos e dirigido sobretudo a consumidores jovens através das redes sociais.
No início de julho, a plataforma recebeu a aprovação do regulador chinês dos mercados para avançar com o pedido de admissão à Bolsa de Valores de Hong Kong.
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Os anteriores planos da empresa para entrar nas bolsas de Nova Iorque e Londres foram, segundo a imprensa, travados nos últimos anos por obstáculos regulamentares.
A plataforma de comércio eletrónico disponibiliza uma vasta gama de produtos a preços extremamente baixos em mais de 150 países.
A Shein indicou que pretende utilizar a maior parte dos fundos angariados com a entrada em bolsa para financiar as capacidades tecnológicas e reforçar a presença internacional da empresa.
Em 2025, o grupo registou um volume de negócios de 41,8 mil milhões de dólares norte-americanos (35,7 mil milhões de euros), entregou mais de mil milhões de encomendas em todo o mundo e obteve um lucro líquido de 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros).