No primeiro semestre de 2026 foram transacionadas 4.206 frações autónomas e lugares de estacionamento, mais 1.516 do que no mesmo período de 2025, pelo valor de 14,94 mil milhões de patacas, um aumento homólogo de 46.7%. Deste total, 2.885 transações corresponderam a frações autónomas habitacionais, no valor de 12,54 mil milhões de patacas (1,33 mil milhões de euros), segundo os Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
No segundo trimestre, contudo, o mercado perdeu algum dinamismo. Foram transacionadas 1.864 frações autónomas e lugares de estacionamento, no valor de 6,64 mil milhões de patacas, menos 20.4% e 20.1%, respetivamente, face ao trimestre anterior. A descida deve-se sobretudo ao facto de as vendas no primeiro trimestre terem sido impulsionadas pela comercialização de novas frações autónomas em edifícios recém-construídos.
Entre abril e junho foram transacionadas 1.272 frações autónomas habitacionais, menos 341 do que no trimestre anterior, pelo valor de 5,39 mil milhões de patacas, uma queda de 24.6%.
Deste total, 1.225 eram frações habitacionais de edifícios construídos, menos 22.4%, no valor de 5,09 mil milhões de patacas, uma descida de 26.9%. As restantes 47 correspondiam a frações de edifícios em construção, mais 13 do que no trimestre anterior, pelo valor de 299 milhões de patacas, um aumento de 68.2%.
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Preços descem na Península e sobem nas ilhas
O preço médio por metro quadrado de área útil das frações habitacionais foi de 64.603 patacas no segundo trimestre, menos 4,3% face aos primeiros três meses do ano.
Na Península de Macau, o preço médio caiu 9.6%, para 61.510 patacas por metro quadrado. Em sentido contrário, os preços médios subiram na Taipa, para 69.057 patacas, e em Coloane, para 78.599 patacas, correspondendo a aumentos trimestrais de 6.4% e 13.5%, respetivamente.
Nas frações habitacionais de edifícios construídos, o preço médio fixou-se em 62.820 patacas por metro quadrado, menos 5.8% face ao primeiro trimestre.
As transações concentraram-se sobretudo na Baixa da Taipa, com 159 frações vendidas, nos Novos Aterros da Areia Preta (NATAP), com 145, e na zona da Areia Preta e Iao Hon, com 92. Os preços médios por metro quadrado foram, respetivamente, de 70.054, 69.492 e 56.783 patacas.
Já o preço médio das frações habitacionais de edifícios em construção aumentou 7.8%, para 122.719 patacas por metro quadrado.
Quase 6.000 frações em fase de projeto
Quanto à construção privada, no final do segundo trimestre estavam em fase de projeto 5.862 frações autónomas habitacionais. Outras 935 encontravam-se em construção e 849 estavam em fase de vistoria.
No trimestre em análise, havia ainda 157 frações habitacionais com autorização de execução emitida, das quais 99.4% eram estúdios.