O volume de negócios dos estabelecimentos de comércio a retalho de Macau atingiu 17,96 mil milhões de patacas no segundo trimestre de 2026, um aumento homólogo de 12.1%, segundo dados dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
Entre os principais tipos de comércio a retalho, o volume de negócios de artigos de comunicação registou o crescimento mais acentuado, de 84.1% em termos anuais. Seguiram-se relógios e joalharia, com uma subida de 38.6%, e produtos cosméticos e de higiene, que aumentaram 35.5%.
Em sentido contrário, o volume de negócios de mercadorias de armazéns e quinquilharias diminuiu 18.6%, enquanto o das farmácias recuou 9.4%.
Depois de descontados os efeitos da variação dos preços, o índice do volume de vendas do comércio a retalho aumentou 6.2% em termos homólogos no segundo trimestre. O índice relativo a artigos de comunicação subiu 80.1% e o de produtos cosméticos e de higiene avançou 37%.
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Já o índice do volume de vendas de mercadorias de armazéns e quinquilharias caiu 20.2%, enquanto o de combustíveis para veículos a motor recuou 10.6%.
Crescimento no primeiro semestre
No primeiro semestre de 2026, o volume de negócios do comércio a retalho atingiu 39,40 mil milhões de patacas, mais 17.2% do que no período homólogo de 2025.
O maior crescimento foi novamente registado nos artigos de comunicação, cujo volume de negócios aumentou 88.6%. O volume de negócios de relógios e joalharia cresceu 45.7%, enquanto o de produtos cosméticos e de higiene subiu 31.5%.
Por outro lado, o volume de negócios de mercadorias de armazéns e quinquilharias diminuiu 8.5% e o dos supermercados recuou 6.5%.
No mesmo período, o índice médio do volume de vendas do comércio a retalho aumentou 11% em termos homólogos. O índice de artigos de comunicação cresceu 85.2% e o de produtos cosméticos e de higiene 32.9%.
Em sentido contrário, o índice de mercadorias de armazéns e quinquilharias caiu 9.7% e o de combustíveis para veículos a motor diminuiu 7.1%.
Retalhistas antecipam terceiro trimestre mais fraco
Apesar do crescimento registado no primeiro semestre, as expectativas dos retalhistas para o terceiro trimestre são mais cautelosas.
Segundo os responsáveis pelos estabelecimentos consultados pela DSEC, 49.5% preveem que o volume de vendas se mantenha estável em termos homólogos, enquanto 46% antecipam uma diminuição e apenas 4.5% esperam um aumento.
Quanto à situação de exploração dos estabelecimentos no terceiro trimestre, 39,4% dos retalhistas esperam uma evolução estável face ao segundo trimestre. Mais de metade, 51.9%, prevê uma situação de exploração insatisfatória, enquanto 8.7% antecipam uma situação satisfatória.