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Empresas de Macau pedem mais apoio, integração com Hengqin e renovação urbana

Mais apoio às PME, incentivos à renovação urbana, novas políticas para Hengqin e medidas para combater a desocupação de edifícios comerciais estiveram entre as prioridades apresentadas pelos setores industrial, comercial e financeiro ao Chefe do Executivo. Sam Hou Fai admite que a integração com Hengqin e os novos grandes projectos “requerem tempo”, mas diz confiar no cumprimento das metas do próximo Plano Quinquenal

Representantes dos setores industrial, comercial e financeiro apresentaram ao Governo um conjunto alargado de propostas para as Linhas de Acção Governativa de 2027, colocando entre as prioridades o apoio às pequenas e médias empresas, o aprofundamento da integração com Hengqin, a renovação urbana e a diversificação económica.

As sugestões foram apresentadas a 21 de agosto, num colóquio realizado na Sede do Governo e presidido pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai. Ao todo, 16 representantes de associações dos três setores intervieram na sessão, enquanto outros entregaram previamente documentos com propostas.

Entre as questões levantadas esteve o reforço das políticas preferenciais na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e uma maior integração entre os dois, incluindo no setor das convenções e exposições. Os representantes defenderam a criação de um ecossistema conjunto mais competitivo nesta área.

O apoio às PME e à economia comunitária voltou igualmente a estar entre as preocupações do setor empresarial, juntamente com a situação dos imóveis comerciais desocupados. Foram apresentadas propostas para a revitalização de edifícios industriais e para encontrar soluções para espaços comerciais atualmente sem utilização.

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Na área da habitação e urbanismo, os participantes defenderam a aceleração da renovação urbana, maiores incentivos à reconstrução e medidas para resolver problemas relacionados com a consolidação dos direitos de propriedade.

Outra das propostas passa pela criação de um mercado de obrigações offshore denominadas em renminbi, numa tentativa de reforçar o papel de Macau no setor financeiro. Os representantes abordaram ainda a necessidade de aperfeiçoar as políticas de captação de quadros qualificados e de tornar esse recrutamento mais direcionado para as necessidades da economia.

A internacionalização das empresas de Macau foi outro dos temas em destaque. Os participantes defenderam um reforço do papel da cidade como “interlocutor de precisão” no âmbito da plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa e a promoção internacional dos chamados “critérios de Macau”.

Grande parte das intervenções esteve ligada ao futuro “3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM (2026-2030)” e aos quatro grandes projetos anunciados pelo Executivo no âmbito da estratégia de diversificação económica.

Sam Hou Fai afirmou que as propostas serão analisadas e poderão ser reflectidas nas Linhas de Acção Governativa para 2027. O Chefe do Executivo reconheceu que o aprofundamento da integração entre Macau e Hengqin e a concretização dos quatro grandes projectos “requerem tempo e um certo processo”, mas afirmou que o Governo tem “plena confiança” no cumprimento dos objetivos definidos no novo Plano Quinquenal.

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O governante apelou também aos setores industrial, comercial e financeiro para que sejam “proativos na inovação e na procura de mudanças” e reforcem a competitividade num momento que classificou como crucial para o desenvolvimento de Macau.

Segundo Sam Hou Fai, o novo Plano Quinquenal procura articular o desenvolvimento local com o posicionamento atribuído a Macau pelo Governo Central e deverá criar “novas e grandes oportunidades” para os diferentes setores da economia.

No encontro participaram ainda a secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, e o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Tam Vai Man, que responderam a questões relacionadas com as respectivas áreas da tutela.

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