A Associação dos Profissionais de Macau no Transporte de Mercadorias em Camiões defende uma nova ronda de apoio financeiro, argumentando que os preços dos combustíveis, apesar de alguma descida recente, continuam acima dos valores registados antes da escalada internacional dos preços do petróleo.
O programa de subsídios ao gasóleo lançado pelo Governo de Macau terminou no início de julho, após cerca de dois meses de aplicação. O Executivo considerou que a medida tinha cumprido o objetivo de aliviar temporariamente o impacto da subida dos preços dos combustíveis.
Kuong Chi Meng, responsável da Associação dos Profissionais de Macau no Transporte de Mercadorias em Camiões, manifestou preocupação com os encargos suportados pelas empresas de transporte. Segundo o dirigente, embora os preços dos combustíveis tenham registado uma ligeira redução nas últimas semanas, ainda não regressaram aos níveis anteriores ao aumento.
O setor defende que o Governo mantenha algum tipo de apoio e que o valor do subsídio possa ser ajustado gradualmente em função da evolução do mercado internacional.
Os operadores afirmam que, até agora, grande parte do aumento dos custos foi absorvida pelas próprias empresas, mas admitem que a manutenção dos preços elevados poderá obrigar a rever os valores cobrados pelos serviços de transporte.
Além dos transportadores, outros setores ligados à distribuição começam também a sentir o impacto da subida dos custos energéticos.
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Empresas que dependem diariamente do transporte de mercadorias alertam que o aumento do preço do combustível acaba por repercutir-se na cadeia logística, podendo contribuir para novos aumentos nos preços praticados ao consumidor.
Um motorista de camião ouvido pela Rádio Macau referiu que o abastecimento do veículo passou a representar um custo significativamente superior ao registado antes da subida dos preços internacionais do petróleo. Uma responsável de uma empresa ligada à venda de produtos congelados apontou igualmente um aumento dos custos de transporte.
O plano de subsídio ao gasóleo foi criado pelo Governo de Macau numa fase de maior pressão sobre os preços internacionais da energia. A medida terminou depois de dois meses, com as autoridades a optarem por deixar os preços acompanhar novamente a evolução do mercado.
A Associação dos Industriais de Combustíveis de Macau explicou que o território, por ter um mercado de pequena dimensão, enfrenta custos operacionais elevados e que os preços locais dependem da média mensal dos preços internacionais dos produtos petrolíferos.
O setor destacou ainda que a instabilidade no Médio Oriente, incluindo os riscos associados ao transporte marítimo no estreito de Ormuz, continua a criar incerteza sobre os custos de aquisição dos combustíveis.