O documento prevê que a ligação ferroviária dedicada ao aeroporto esteja concluída em 2034, um ano antes da entrada em funcionamento da nova infraestrutura, atualmente apontada para 2035.
A apresentação decorreu durante a conferência “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, onde o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, divulgou alguns dos principais números do projeto.
O acesso ao Aeroporto Luís de Camões será assegurado por uma nova estação ferroviária, concebida para integrar o aeroporto na rede nacional de transportes.
Segundo o plano apresentado, a estação terá quatro linhas e três plataformas, permitindo ligações diretas de longo curso a diferentes regiões do país, além da ligação rápida ao centro de Lisboa.
A estimativa da ANA aponta para que cerca de 20 milhões de passageiros por ano utilizem a ferrovia para chegar ou sair do aeroporto, tornando o comboio um dos principais meios de acesso à nova infraestrutura.
A ligação estará articulada com os futuros projetos ferroviários nacionais, incluindo a alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre Lisboa e Madrid.
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Capacidade para 56 milhões de passageiros
O novo aeroporto deverá abrir portas já com capacidade para receber 56 milhões de passageiros por ano, um número muito superior ao atual movimento do Aeroporto Humberto Delgado.
Na fase inicial, o projeto contempla duas pistas e um terminal com aproximadamente 500 mil metros quadrados, preparado para responder ao crescimento do tráfego aéreo nas próximas décadas. A infraestrutura foi desenhada para poder crescer futuramente, caso a procura justifique novas ampliações.
Construção arranca em 2029
De acordo com o cronograma apresentado, as obras deverão começar em 2029 e prolongar-se até 2033. Seguir-se-á uma fase de ensaios técnicos, certificação dos sistemas e preparação operacional, antes da abertura ao público.
Se o calendário for cumprido, o Aeroporto Luís de Camões poderá começar a receber voos comerciais a partir de 2035, antecipando em cerca de dois anos a previsão anteriormente apontada para 2037.
Antes disso, a ANA terá ainda de entregar ao Governo o Estudo de Impacte Ambiental, cuja submissão está prevista para o final deste mês.