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Aeroporto em Alcochete. A primeira pista ainda vai demorar mais de sete anos

Novo aeroporto de Lisboa. Campo de Tiro de Alcochete pode ter primeira pista em sete anos e segunda num período de oito a nove anos. Na segunda fase Portela poderá ser fechada

O primeiro passo para acabar com a discussão que dura há mais de meio século está dado. A Comissão Técnica Independente (CTI), mandatada pelo governo para avaliar as opções estratégicas para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa, apresentou o veredicto depois de um ano de estudos. Construir um aeroporto de raiz no Campo de Tiro de Alcochete (CTA) e manter, entretanto, o Aeroporto Humberto Delgado (AHD) em operação é a melhor solução para responder à falta de capacidade aeroportuária da capital a longo prazo. A solução dual deverá funcionar até que o aeroporto no CTA consiga funcionar sozinho e assumir o palco como hub de Lisboa.

“O modelo dual é inevitável. O AHD só pode fechar quando houver uma pista com capacidade de o substituir. É, portanto, a solução dual que terá de avançar em primeiro lugar, com um aeroporto complementar no local onde haja capacidade para se tornar aeroporto único com proximidade à cidade de Lisboa”, afirmou ontem a presidente da CTI. Durante a apresentação da versão preliminar do relatório de análise estratégica e multidisciplinar do aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, que decorreu nas instalações do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Maria do Rosário Partidário garantiu que “um hub intercontinental funciona melhor também com um aeroporto único”. Sobre o tempo necessário para ser construída a primeira pista em Alcochete, a coordenadora da área de planeamento aeroportuário da CTI, Rosário Macário, afiançou que “dificilmente” estará pronta em menos de sete anos. Já a segunda pista poderá levar “entre oito a nove anos a estar concluída”e, nessa altura, a Portela poderá, então, ser desativada para que Alcochete funcione sozinho.

Mas é certo que o AHD feche portas? A coordenadora da CTI respondeu que “o futuro o dirá”. “Dependerá de várias circunstâncias e incertezas. O AHD deve fechar do ponto de vista de saúde pública, mas é um ativo financeiro fortíssimo. Dependerá de alguma maneira daquela que for a evolução das incertezas. O contrato de concessão perspetiva também o AHD como aeroporto único e por isso deve fechar”, justificou. O relatório preliminar, que pode ser consultado na plataforma aeroparticipa.pt, defende que “as razões ambientais e de saúde pública justificam o fecho ou uma redução significativa de movimentos no AHD, admitindo que a evolução tecnológica permitirá mitigar, a prazo, os atuais efeitos mais negativos do aeroporto”. Mas aponta, por outro lado, argumentos para adiar o encerramento. “Por razões de acessibilidade, menores distâncias e, portanto, menor pegada carbónica, e por razões económicas e financeiras, uma vez que se trata de uma infraeaestrutura já existente, poderá fazer sentido prolongar a vida útil do AHD no curto/médio prazo”, lê-se. Ainda assim, contratualmente, “a previsão do procedimento do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), sendo seguida, conduz ao fecho do AHD, porque o NAL está concebido como aeroporto de substituição do AHD. Portanto, esta decisão terá que ser tomada no futuro, quando existirem condições para o encerramento do AHD, o que obriga a que a nova infraestrutura esteja então a funcionar em pleno”, indicam as conclusões da CTI.

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