A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou esta quarta-feira à agência Lusa que o inquérito não será, nesta fase, delegado na Polícia Judiciária (PJ), ficando a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
“A investigação encontra-se a cargo do Ministério Público deste departamento e não será, por ora, delegada em qualquer órgão de polícia criminal”, esclareceu a PGR.
O processo está relacionado com bens apreendidos no âmbito da operação “Pacoba”, uma investigação de tráfico de droga, na qual foi apreendida uma galera que acabou por ser encontrada posteriormente estacionada em Barcelos, ligada a um camião da Construbarcelos.
PJ também abriu investigação própria
Apesar de o Ministério Público manter o inquérito sob a sua condução, a Polícia Judiciária anunciou na semana passada a abertura de uma investigação interna sobre as circunstâncias em que o atrelado foi movimentado.
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A direção nacional da PJ explicou que teve conhecimento de que uma galera apreendida num processo de tráfico de estupefacientes “havia sido movimentada e parqueada em Barcelos”.
Perante essa informação, a PJ instaurou um inquérito para apurar se a deslocação do veículo poderia configurar a prática de algum ilícito criminal.
A polícia confirmou que a galera estava estacionada em Barcelos, atracada a um camião da Construbarcelos, tendo sido novamente colocada à guarda da PJ, assim como os produtos que transportava.
A Polícia Judiciária esclareceu, contudo, que os materiais existentes no interior da galera não tinham natureza estupefaciente.