De acordo com a agência de notícias Xinhua, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, falou por telefone com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar, na terça-feira.
A conversa aconteceu um dia antes do início da visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, que deverá chegar à China, um importante parceiro estratégico e económico do Irão, na noite de hoje. Wang Yi “pediu ao Paquistão que intensifique os esforços de mediação e contribua para a resolução adequada das questões relacionadas com a abertura do estreito de Ormuz”.
“A China continuará a apoiar os esforços de mediação do Paquistão e dará o seu próprio contributo para este fim”, disse o ministro chinês. Wang afirmou que, “num mundo caracterizado por mudanças e turbulências interligadas”, a China e o Paquistão “devem unir as suas vozes em defesa da justiça em plataformas multilaterais”.
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“Os dois lados enfatizaram a importância de manter um cessar-fogo duradouro e garantir o fluxo normal de tráfego através do estreito de Ormuz”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, em comunicado. O processo diplomático mediado pelo Paquistão para resolver a crise chegou a um impasse.
Na terça-feira, o Governo iraniano rejeitou a possibilidade de alterar as propostas para um fim duradouro da guerra, que Donald Trump considerou inúteis, mantendo-se assim o impasse diplomático no Médio Oriente.
“Não há alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano, tal como estabelecidos na proposta de 14 pontos. Qualquer outra abordagem seria infrutífera”, sublinhou o principal negociador da República Islâmica, Mohammad Bagher Ghalib af, na rede social X, mais de um mês após o estabelecimento de uma trégua precária.
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Antes de partir para a China, o Presidente norte-americano afirmou que não precisa de pedir ajuda durante a “longa conversa” que prevê ter com o homólogo chinês, Xi Jinping, para resolver a guerra no Irão, alegando que a situação “está sob controlo”.
Ao longo do conflito, lançado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, Trump oscilou entre queixas de que a China, o maior comprador mundial de petróleo iraniano, não fez o suficiente para influenciar Teerão e o reconhecimento de que Pequim ajudou a reduzir a escalada militar ao encorajar negociações.