De acordo com as estimativas do especialista, o vírus poderá ter um período de incubação de cerca de 22 dias nos casos de segunda geração — ou seja, em pessoas infetadas por contacto com o chamado “caso índice”. Essa janela temporal é considerada crítica para perceber se houve transmissão secundária fora do navio.
Quay alerta que, até ao momento, não é possível determinar com precisão se passageiros que deixaram o cruzeiro antes da sua chegada a Cabo Verde terão contribuído para a disseminação do vírus em terra. A incerteza prende-se com a possibilidade de cadeias de transmissão ainda não detetadas pelas autoridades sanitárias.
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O investigador acrescenta que, caso o padrão de incubação se mantenha, os eventuais casos de terceira geração — resultantes de transmissões subsequentes — só deverão começar a surgir a partir de 19 de maio. Esse cenário permitiria confirmar ou excluir a existência de uma propagação mais alargada na comunidade.
As autoridades de saúde internacionais continuam a acompanhar a situação, mantendo sob vigilância os contactos identificados e reforçando os protocolos de monitorização clínica para passageiros e tripulação envolvidos no surto.