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Governo de Macau recusa nova ronda de cartão de consumo de 10 mil patacas

O Governo da RAEM afastou a possibilidade de lançar uma nova ronda do cartão de consumo no valor de 10 mil patacas, rejeitando uma proposta apresentada pelo deputado Chan Hao Weng, que defendia a medida como resposta ao aumento do custo de vida, em particular à subida dos combustíveis.

A posição foi transmitida pelo diretor dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah, em resposta a uma interpelação escrita do deputado, que pedia a reativação do mecanismo de apoio direto às famílias, com foco nos agregados mais vulneráveis.

Chan Hao Weng, deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), argumentava que o agravamento dos preços, sobretudo no setor energético, tem vindo a pressionar o orçamento das famílias, defendendo por isso uma nova injeção de liquidez através de cartões de consumo.

O Executivo, contudo, optou por rejeitar essa solução, sublinhando que já existem vários instrumentos de apoio social em vigor e que a prioridade passa por avaliar a eficácia das medidas já implementadas.

Segundo Yau Yun Wah, o Governo “já promoveu uma série de medidas que beneficiam a vida da população” e continuará a proceder à revisão da sua eficiência, em vez de avançar com novos programas extraordinários de consumo.

Leia mais: Aumentos salariais e cartão de consumo nas prioridades da ATFPM para 2026

Entre os apoios destacados pelo responsável do DSEDT estão os mecanismos dirigidos a famílias em situação de maior fragilidade, incluindo agregados monoparentais, famílias com elementos com doenças crónicas ou com deficiência, que deverão receber 14 meses de subsídios ao longo do ano.

O Executivo refere ainda que estes apoios podem ser complementados com outros instrumentos sociais, como pensões e subsídios para idosos, comparticipações pecuniárias, vales de saúde, isenções de tarifas de transportes públicos e cuidados de saúde gratuitos.

A decisão indica uma mudança de enfoque do Governo, que prefere consolidar e ajustar medidas existentes em vez de recorrer a novos estímulos diretos ao consumo, como os que foram implementados em fases anteriores de recuperação económica.

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