De acordo com as autoridades norte-americanas, Wang exerceu funções como presidente da câmara de Arcadia, uma cidade com cerca de 50 mil habitantes a norte de Los Angeles. Em audiência realizada na segunda-feira, aceitou declarar-se culpada da acusação de crime grave de atuação como agente estrangeiro não registado.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos sustenta que, entre 2020 e 2022, Wang e um cúmplice, Yaoning Sun — então seu noivo — promoveram propaganda favorável à China através do site “US News Center”, dirigido à comunidade sino-americana local. Segundo a acusação, ambos “receberam e executaram diretrizes de funcionários do Governo chinês” para a publicação de conteúdos alinhados com os interesses de Pequim.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou nas redes sociais que “a presidente da câmara Wang admitiu ter atuado como agente estrangeira, promovendo propaganda da República Popular da China nos Estados Unidos e agindo sob as orientações diretas desse Governo”.
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Yaoning Sun já se tinha declarado culpado em 2025 por atuação como agente ilegal de um governo estrangeiro e cumpre atualmente uma pena de quatro anos de prisão. Documentos judiciais citados pela revista Time descrevem vários episódios em que a dupla terá recebido instruções diretas para publicar ou alterar artigos, bem como para reportar dados de audiência às autoridades chinesas.
O caso surge numa semana em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem agendada uma visita a Pequim para se reunir com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, num contexto de renovadas tensões diplomáticas entre Washington e Pequim.