“Continuaremos também a reforçar a cooperação com os Estados Unidos e a desenvolver capacidades de dissuasão eficazes para mantermos conjuntamente a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”, afirmou o porta-voz dos serviços de assuntos externos, Hsiao Kuang-wei, numa conferência de imprensa regular.
Na segunda-feira, o Presidente norte-americano afirmou que vai debater com o homólogo chinês a venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan durante a viagem que vai realizar a Pequim.
”Vou ter essa conversa com o Presidente Xi [Jinping]. O Presidente Xi gostaria que não o fizéssemos [vender armas a Taiwan], e terei essa conversa”, respondeu Donald Trump, quando questionado pela imprensa na Sala Oval da Casa Branca.
Trump fez estas declarações apesar da posição histórica dos Estados Unidos, consagrada na política impulsionada desde a Presidência de Ronald Reagan em 1982 e conhecida como as “seis garantias”, que estabelece que Washington não consultará Pequim sobre decisões relativas à venda de armamento defensivo a Taiwan.
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“Não creio que isso vá acontecer”, acrescentou a respeito de Taiwan, considerando que a “ótima relação” com o homólogo chinês impedirá tal iniciativa por parte de Pequim. “Xi Jinping sabe que não quero que isso aconteça”, disse.
O republicano sublinhou, na mesma conferência de imprensa, que tem “uma excelente relação” com Xi, com quem disse estar a fazer “muitos negócios”.
“Tenho muito respeito por ele e espero que ele também me respeite. Ele não respeitou o nosso governo anterior, o de Joe Biden”, afirmou.
Espera-se que, entre outros assuntos, os dois líderes abordem a venda de armamento e o apoio norte-americano à ilha, depois de Xi ter instado Trump, em fevereiro, a “agir com prudência” no que diz respeito ao envio de armas para Taipé.