A filha do antigo Presidente Rodrigo Duterte (2016-2022) é acusada de fraude e corrupção, bem como de ameaças de morte contra o Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, seu antigo aliado, e outros membros da sua família. Os legisladores votaram 255 a 26 a favor da destituição, com 9 abstenções.
A aprovação do processo de destituição pela Câmara dos Representantes desencadeia um julgamento no Senado, de acordo com a Constituição filipina. Uma condenação levaria à destituição de Duterte do cargo e à proibição vitalícia de ocupar cargos públicos.
“Esta já não é apenas uma questão política. É uma questão de consciência, de dever e do futuro da nossa nação”, disse o deputado Bienvenido Abante após a votação. “Não se trata de 2028, não se trata de alianças políticas, trata-se de saber se ainda acreditamos que ninguém está acima da lei”, acrescentou.
Minutos antes da votação, os senadores elegeram um novo presidente, Alan Peter Cayetano, um aliado de longa data de Sara Duterte.
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Cayetano, que desempenhou as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros durante o governo do ex-Presidente Rodrigo Duterte, negou qualquer ligação entre a sua candidatura à presidência do Senado e a votação na Câmara sobre o processo de impeachment.
Em abril último, uma comissão do Congresso filipino declarou ter encontrado motivos suficientes para iniciar um processo de destituição contra a vice-presidente Sara Duterte, o que poderia impedi-la de se candidatar à Presidência em 2028.
Amplamente cotada para suceder ao pai, Rodrigo Duterte, nas eleições presidenciais de 2022, desistiu na altura em favor de Ferdinand Marcos Jr., com quem se aliou quando assumiu a vice-presidência.
Os dois antigos aliados estão agora envolvidos numa acesa batalha política, que começou poucas semanas após a vitória presidencial, quando a vice-presidente viu negadas as pastas ministeriais que ambicionava.