A passageira, de 69 anos, foi transferida de um navio de cruzeiro para Santa Helena a 24 de abril, apresentando sintomas gastrointestinais, tendo embarcado no dia seguinte num voo com destino à África do Sul. A mulher acabou por morrer num hospital de Joanesburgo a 26 de abril, sendo a infeção por hantavírus confirmada apenas esta semana.
Em comunicado, a OMS refere que foi desencadeada uma operação para identificar e contactar os passageiros do voo operado pela companhia aérea sul-africana Airlink, que transportava 82 passageiros e seis tripulantes. As autoridades de saúde sul-africanas pediram à transportadora que informe todos os viajantes para entrarem em contacto com o Ministério da Saúde, caso ainda não tenham sido abordados.
Segundo a diretora interina do Departamento de Prevenção e Preparação da OMS, Maria Van Kerkhove, existe a suspeita de “transmissão de pessoa para pessoa entre indivíduos em contacto muito próximo”, um cenário considerado raro e associado a estirpes específicas do vírus.
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A ligação aérea entre Joanesburgo e Santa Helena é efetuada apenas uma vez por semana e tem uma duração aproximada de quatro horas, o que levou as autoridades a reforçar os esforços de rastreio dos contactos.
O caso está associado a um surto de hantavírus detetado a bordo de um navio de cruzeiro com 149 pessoas, entre passageiros e tripulação, que fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e as Ilhas Canárias, com escalas no Atlântico Sul. A OMS confirmou no domingo três mortes relacionadas com o surto.
O navio encontra-se atualmente ao largo de Cabo Verde, após a evacuação médica de dois tripulantes e de um contacto próximo, devendo seguir posteriormente para as Canárias ou para os Países Baixos.
Apesar da gravidade dos casos registados, a OMS avalia como baixo o risco para a população global, garantindo que continuará a acompanhar a evolução da situação e a atualizar a avaliação epidemiológica.