A bordo seguem cerca de 150 pessoas, incluindo um cidadão português entre a tripulação. Segundo a OMS, alguns dos casos registados tiveram contactos próximos, pelo que não se pode excluir a hipótese de transmissão entre humanos.
“Sabemos que alguns dos casos tiveram contacto muito próximo entre si e, certamente, a transmissão de pessoa para pessoa não pode ser descartada”, afirmou Maria Van Kerkhove, responsável da área de preparação e prevenção de epidemias da OMS, acrescentando que o cenário está a ser analisado com cautela.
As equipas médicas já estiveram a bordo do navio, que se encontra sob vigilância sanitária, com reforço de equipamento de proteção individual. A prioridade das autoridades passa pela eventual evacuação dos passageiros infetados e estabilização dos casos suspeitos.
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A OMS sublinha, no entanto, que o risco para a população em terra é considerado baixo, uma vez que a situação se encontra confinada ao interior da embarcação.
As autoridades admitem ainda que alguns dos infetados possam ter contraído o vírus fora do navio, com sintomas apenas manifestados durante a viagem, o que está a ser investigado.
Depois da retirada dos casos clínicos, o plano prevê que o cruzeiro possa retomar a rota em direção às Ilhas Canárias, sob coordenação sanitária internacional.