A evolução negativa da avaliação pública tem sido gradual ao longo dos últimos meses, mas marcada por vários momentos críticos. Entre os fatores apontados estão decisões políticas controversas no regresso à Casa Branca em 2025, incluindo perdões ligados aos acontecimentos de 6 de janeiro, cortes na administração federal e uma política tarifária agressiva que gerou tensões comerciais globais.
Outro ponto de viragem ocorreu com o aumento da inflação e do custo de vida, tema no qual Trump regista níveis de desaprovação superiores a 60% em várias sondagens. O impacto económico das tarifas e de crises internacionais recentes agravou a perceção negativa, com a aprovação na gestão económica a atingir mínimos históricos.
As políticas migratórias mais duras e a recente escalada de tensão com o Irão também contribuíram para a erosão do apoio, com uma maioria dos inquiridos a considerar algumas decisões como erros estratégicos. Apesar disso, a descida na aprovação não foi abrupta, mas antes resultado de sucessivas quedas ao longo de mais de um ano.
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Analistas sublinham ainda fatores como a perceção de prioridades desalinhadas com as preocupações da população, sobretudo na área do custo de vida, e dúvidas crescentes sobre a capacidade de governação e estabilidade do presidente.
Historicamente, presidentes com níveis de popularidade abaixo dos 50% tendem a sofrer derrotas significativas nas eleições intercalares, o que coloca o Partido Republicano sob pressão antes do ciclo eleitoral de 2026.