“Vamos reduzir bastante. E vamos reduzir muito mais do que 5.000”, declarou Trump no sábado, em declarações aos jornalistas, ao embarcar no Air Force One, na Flórida, sem adiantar mais pormenores sobre o calendário ou a dimensão exata da medida.
A posição do presidente surge num contexto de crescente tensão entre Washington e os seus aliados europeus. Trump tem manifestado frustração com vários países da Europa, acusando-os de não responderem aos pedidos de apoio dos Estados Unidos no conflito com o Irão e na reabertura do Estreito de Ormuz. Ainda assim, o anúncio de uma retirada militar substancial da Alemanha provocou alarme tanto entre aliados da NATO como dentro do próprio Partido Republicano, segundo a Bloomberg.
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Na Europa, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, alertou no sábado que a aliança transatlântica corre o risco de se desintegrar, apelando aos membros da NATO para que revertam o que classificou como “uma tendência desastrosa”.
Nos Estados Unidos, a preocupação foi igualmente expressa ao mais alto nível no Congresso. Roger Wicker, presidente do Comité de Serviços Armados do Senado, e Mike Rogers, presidente do Comité de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, emitiram uma declaração conjunta alertando para os riscos estratégicos da retirada de milhares de militares da Europa.
“Em vez de retirar forças do continente por completo, é do interesse dos EUA manter uma forte capacidade de dissuasão na Europa, reposicionando esses 5.000 soldados mais para leste”, defenderam, acrescentando que aguardam mais esclarecimentos por parte do Pentágono nos próximos dias e semanas.