Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul indicaram, em declarações à agência noticiosa Yonhap, que as autoridades estão a tentar “verificar” se houve um ataque, tal como afirmou segunda-feira (4) o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As fontes sublinharam que “não há vítimas” entre a tripulação sul-coreana do navio, operado pela empresa HMM.
A própria HMM declarou que, “para já, não é claro se o incidente foi causado por um ataque externo ou por uma falha interna”, antes de acrescentar que o navio, o Namu, será transferido para os Emirados Árabes Unidos (EAU), enquanto prosseguem as investigações sobre o sucedido na embarcação, a bordo da qual se encontravam 24 tripulantes, seis sul-coreanos e 18 estrangeiros.
Por seu lado, a Presidência da Coreia do Sul convocou uma reunião para quinta-feira para discutir uma possível resposta ao incidente com o navio, de bandeira panamiana, segundo a sua porta-voz, Kang Yu Jung, sem que, para já, tenham sido divulgados pormenores nem existam informações sobre uma decisão por parte de Seul.
Trump sublinhou na segunda-feira que as forças norte-americanas tinham afundado sete lanchas iranianas no âmbito da iniciativa ‘Projeto Liberdade’, que tem como objetivo declarado escoltar navios mercantes afetados pelo bloqueio do estreito de Ormuz, antes de afirmar que “o Irão efetuou alguns disparos contra países não envolvidos, incluindo um navio mercante sul-coreano”.
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“Talvez seja o momento de a Coreia do Sul se juntar à missão”, afirmou. Nesse sentido, Seul anunciou que vai “reavaliar cuidadosamente a sua posição” relativamente a uma eventual participação nas operações norte-americanas no Estreito de Ormuz.
Sem se comprometer com uma eventual mudança, o Ministério da Defesa sul-coreano indicou que pretende “reexaminar cuidadosamente a sua posição” tendo em conta o direito internacional, a segurança das rotas marítimas internacionais, a aliança com os Estados Unidos e a situação de segurança na península coreana.
O Governo sul-coreano recordou, por outro lado, que “participa ativamente” nas discussões internacionais sobre a cooperação destinada a garantir uma passagem segura pelo estreito de Ormuz.