Wang e Araghchi vão falar em Pequim sobre relações bilaterais, “bem como sobre a atualidade regional e internacional”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão num breve comunicado citado pelas agências espanhola EFE e francesa AFP.
A visita coincide com o aumento das tensões no estratégico estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial e que se encontra sob bloqueio do Irão e dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos apelaram na segunda-feira à China e a outros países para que se juntem à operação “Project Freedom” (Projeto Liberdade) para facilitar a passagem de centenas de navios mercantes retidos no estreito de Ormuz.
A operação, anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, mobilizou centenas de aeronaves, contratorpedeiros e drones, mas sem incluir uma escolta militar formal dos navios mercantes.
Leia também: China bloqueia sanções dos EUA contra empresas chinesas por ligação a Irão
O início da operação agravou as tensões na região, com o Irão a efetuar disparos de advertência na segunda-feira contra navios de guerra norte-americanos e a atacar uma zona petrolífera no leste dos Emirados Árabes Unidos.
A China é o principal parceiro comercial do Irão, o destino de 90% do crude iraniano e um dos aliados mais influentes de Teerão.
Pequim condenou a guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques contra países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.
A guerra já causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Iraque, e fez disparar os preços do petróleo, com consequências a nível global.
Washington e Teerão têm em vigor um cessar-fogo desde 08 de abril para tentar negociar o fim do conflito, mas conversações realizadas em Islamabad foram infrutíferas, sem ter havido até agora uma segunda ronda.
Na sequência do falhanço das negociações na capital do Paquistão, concluídas em 12 de abril, Trump decretou no dia seguinte um bloqueio aos portos e navios iranianos.