Cerca de 87% das viaturas em Angola poderão circular sem seguro automóvel, segundo uma estimativa apresentada pelo presidente do Conselho de Administração da VIVA Seguros, César de Sousa. O responsável afirmou ao jornal O País que apenas 13 em cada 100 cidadãos com veículos terão, presumivelmente, o meio rolante segurado, atribuindo a baixa adesão sobretudo à falta de literacia sobre seguros e, em segundo lugar, às dificuldades financeiras.
Os números apresentados pelo PCA da VIVA Seguros apontam para uma cobertura muito reduzida do seguro automóvel em Angola.
Segundo César de Sousa, em cada 100 cidadãos com veículos automóveis, apenas 13 terão, presumivelmente, uma apólice de seguro. Isto significa que cerca de 87 em cada 100 não terão o veículo segurado.
O responsável considera que a situação representa um dos principais desafios para o sector segurador angolano. “Primeiro começam por poupar nos seguros”, afirmou César de Sousa, citado pelo O País, explicando que esta opção dos proprietários dificulta a atividade das seguradoras.
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Para o responsável da VIVA Seguros, a baixa adesão não pode ser explicada apenas pela falta de capacidade financeira das famílias.
César de Sousa defende que o principal obstáculo é a falta de conhecimento sobre a importância e o funcionamento dos seguros. As limitações financeiras surgem, na sua avaliação, como um segundo fator.
“Nem sempre a falta de seguro está associada à falta de condições financeiras”, afirmou o gestor, defendendo um reforço dos programas de literacia sobre seguros.
A aposta passaria por explicar aos proprietários de veículos os riscos associados à circulação sem cobertura e as consequências financeiras que podem resultar de um acidente.