“Os testes iniciais mostram que se trata, de facto, da estirpe andina. Esta é a única estirpe, entre as 38 conhecidas, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra”, afirmou o governante.
Dois passageiros do navio foram transferidos para Joanesburgo, onde um acabou por morrer e o outro permanece internado. Outros passageiros infetados foram também encaminhados para unidades hospitalares fora do continente africano, nomeadamente para Zurique.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou no domingo a existência de pelo menos três mortes associadas a um possível surto de hantavírus a bordo do navio, alertando para a gravidade clínica da infeção, que pode evoluir rapidamente para síndrome respiratória aguda, pneumonia e choque.
O navio transportava 149 pessoas, das quais 88 passageiros, de 23 nacionalidades diferentes. A viagem teve início a 20 de março, em Ushuaia, na Argentina, com destino às Ilhas Canárias, incluindo escalas no Atlântico Sul para observação de vida selvagem.
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De acordo com a OMS, os primeiros relatos de doença a bordo surgiram entre 6 e 28 de abril, com sintomas iniciais de febre e perturbações gastrointestinais, seguidos de uma rápida deterioração clínica em alguns casos.
Atualmente, o navio encontra-se fundeado ao largo da cidade da Praia, em Cabo Verde, enquanto decorrem avaliações sanitárias e medidas de contenção. A chegada do navio a portos europeus chegou a ser alvo de controvérsia, após notícias de que a Espanha poderia recebê-lo, informação posteriormente negada por Madrid.
Apesar da identificação da estirpe andina, a OMS considera, para já, baixo o risco para a população mundial, garantindo que continuará a monitorizar a situação epidemiológica e a atualizar a avaliação de risco à medida que surjam novos dados.