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ONU exige responsabilização por ataque a capacete azul

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) condenou com veemência o ataque que matou um capacete azul (força multinacional de manutenção da paz) francês no sul do Líbano, sublinhando que incidentes contra forças de paz podem constituir crimes de guerra e exigindo investigação imediata

Xinhua

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou no sábado (18) o ataque que matou um capacete azul francês ao serviço da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) e feriu outros três no mesmo incidente, disse o seu porta-voz em comunicado.

“Os ataques contra forças de paz têm de parar. Constituem violações graves do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança, podendo configurar crimes de guerra”, refere o comunicado, divulgado pelo porta-voz Stéphane Dujarric.

Guterres reiterou o apelo a todas as partes para que cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, garantam a segurança do pessoal das Nações Unidas e a inviolabilidade dos seus bens e respeitem a liberdade de movimentos da UNIFIL, acrescenta a nota.

“Todos os ataques contra forças de paz devem ser prontamente investigados, e os responsáveis devem ser julgados e responsabilizados de forma eficaz”, sublinha.

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Os capacetes azuis foram alvo de disparos por parte de atores não estatais, presumivelmente o Hezbollah, quando investigavam um local onde alegadamente tinham sido colocados engenhos explosivos improvisados numa estrada entre duas posições das Nações Unidas na área de operações da missão no sul do Líbano, segundo uma avaliação inicial da UNIFIL.

Este é o terceiro incidente nas últimas semanas a resultar na morte de elementos da UNIFIL e ocorreu apesar de um cessar-fogo de 10 dias anunciado a 16 de abril, refere o comunicado, apelando a todas as partes para que respeitem a trégua.

“O secretário-geral expressa as suas mais profundas condolências à família, amigos e colegas do capacete azul falecido, bem como ao Governo e ao povo da República Francesa. Deseja uma recuperação rápida e completa aos feridos”, conclui o comunicado.

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