“É necessário compreender que as violações do Hezbollah estão, na prática, a desmantelar o cessar-fogo”, declarou Netanyahu durante uma reunião semanal do governo. Nos termos da trégua, recentemente prolongada, Israel reserva-se o direito de responder a “ataques planeados, iminentes ou em curso” e tem realizado ataques a alvos no sul do Líbano quase diariamente.
“Estamos a agir de forma vigorosa em conformidade com os acordos estabelecidos com os Estados Unidos e, incidentalmente, também com o Líbano”, afirmou Netanyahu. “Isto significa liberdade de ação não apenas para responder a ataques, o que é evidente, mas também para prevenir ameaças imediatas e até ameaças emergentes.”
Pouco depois das declarações de Netanyahu, o exército israelita anunciou ter interceptado três ‘drones’ antes de estes entrarem no território de Israel. Mais cedo no domingo, o exército israelita emitiu ordens de evacuação para residentes de sete aldeias no sul do Líbano, antes de ataques planeados contra posições do Hezbollah.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que foram realizados vários ataques no sul do país no domingo, nomeadamente na aldeia de Zawtar al-Sharqiyah, onde “um ‘drone’ inimigo israelita atingiu uma motocicleta”. A mesma agência relatou ainda bombardeamentos em várias aldeias fronteiriças desde o início do dia.
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O Ministério da Saúde do Líbano indicou que sete pessoas morreram no sábado em ataques israelitas, revendo em alta um balanço anterior de seis vítimas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o cessar-fogo de 10 dias iniciado a 17 de Abril foi prolongado por três semanas.
O Hezbollah, apoiado por Teerão, envolveu o Líbano na guerra no Médio Oriente a 2 de março, ao disparar mísseis contra Israel em resposta à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, em ataques dos Estados Unidos e de Israel. Israel respondeu com ataques aéreos e uma incursão terrestre no sul do Líbano.