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Violações, choques elétricos e ratos para comer: as prisões russas que tratam ucranianos “como cães”

O jovem tenente ucraniano respondia demais. Os carcereiros russos espancaram-no até ficar destruído fisicamente. Ficou com "ferimentos extensos e as contusões infetaram-se nas nádegas e na parte posterior das coxas", revelou Alexei, um antigo médico da enfermaria da prisão russa onde o ucraniano acabou por ser internado. Privado de cuidados adequados, morreu em outubro de 2022, tendo o seu corpo gangrenado provavelmente sido enterrado numa vala comum. Alexei nunca conseguiu descobrir o seu nome.

Milhares de soldados e civis ucranianos foram sujeitos a violência física e psicológica em centros de detenção na Rússia e em territórios ucranianos ocupados, de acordo com testemunhos recolhidos pela agência de notícias AFP e relatórios de organizações não-governamentais e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

Segundo o Ministério Público ucraniano, pelo menos 143 ucranianos, incluindo seis civis, morreram em prisões russas nos últimos quatro anos. A violência contra prisioneiros é comum há mais de uma década, mas aumentou após a invasão russa em fevereiro de 2022, acusa Kiev, que estima que mais de 15 mil civis tenham sido “detidos ilegalmente”. Cerca de sete mil continuavam prisioneiros de guerra em fevereiro deste ano, disse na altura Volodymyr Zelensky, em Munique.

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